Jornalista Caco Barcellos marca abertura do Rolê REC’n’Play 2026, em Caruaru

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O presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, recebeu no palco do auditório principal, na manhã desta quinta-feira (13), o jornalista investigativo e escritor brasileiro Caco Barcellos, durante o primeiro dia de programação do Rolê REC’n’Play 2026, em Caruaru. Na ocasião, Caco compartilhou com o público uma trajetória de cinco décadas dedicada ao jornalismo, marcada por reportagens que revelam histórias, denunciam injustiças e ajudam a compreender diferentes realidades do Brasil e do mundo.

Durante a conversa, o jornalista fez uma breve viagem ao passado para contextualizar as origens de sua relação com a profissão e as experiências que influenciaram sua forma de fazer jornalismo. Nascido e criado na periferia de Porto Alegre, contou que aprendeu desde cedo a observar e, principalmente, a ouvir as histórias das pessoas com quem convivia.

“Eu era um grande observador. E isso é essencial na reportagem. Devemos ter cuidado quando contamos uma história. Hoje tem muita gente que opina em cima da opinião do outro. Os fatos se espalham sem nenhum controle e podem, muitas vezes, influenciar as pessoas”, comentou.

Ao longo do encontro, Caco Barcellos também relembrou momentos marcantes de sua carreira, desde a primeira reportagem até as coberturas de conflitos internacionais. Entre os trabalhos mais recentes, destacou a cobertura da guerra no Sudão, no Nordeste da África, onde permaneceu por três semanas e de onde retornou recentemente.

“Eu estava há pouco na guerra do Sudão, uma longa jornada por conta da distância e pelas dificuldades do caminho. E estou feliz de ter conseguido estar aqui agora com vocês e de poder conhecer vocês aqui hoje. É o melhor que a profissão me dá. É um privilégio imenso poder conhecer uma pessoa nova todo dia”, afirmou.

Ao falar sobre o jornalismo investigativo, o jornalista destacou a importância de partir dos fatos e buscar respostas para as perguntas fundamentais de uma reportagem, especialmente o que aconteceu, como aconteceu e por que aconteceu. Para ele, compreender os contextos por trás dos acontecimentos é essencial para construir uma narrativa jornalística responsável.

Como exemplo, Caco abordou a questão da migração e ressaltou que uma reportagem não deve se limitar a reproduzir julgamentos ou opiniões sobre quem deixa seu país em busca de melhores condições de vida. É necessário investigar as origens dessas pessoas, compreender os motivos que as levam a enfrentar trajetos perigosos e, sobretudo, apresentar ao público os diferentes aspectos que estão por trás daquele fenômeno.

“Eu quero entender por que tem migração no mundo. Eu não posso apenas dizer, como se fosse um bando de miseráveis invadindo as nações democráticas e ricas do mundo. Mas tem que explicar o porquê. De onde vieram esses jovens que estão nadando para chegar e morrendo. Isso é reportagem”, afirmou.

A participação de Caco Barcellos integra a programação do Rolê REC’n’Play 2026, reforçando a proposta do evento de promover encontros, reflexões e troca de conhecimentos em torno de temas que atravessam comunicação, tecnologia, inovação e sociedade.

*Jogos ganham espaço como ferramentas de aprendizagem no Rolê REC’n’Play 2026*

Como os jogos podem transformar a Educação? Essa foi a provocação que guiou uma mesa-redonda realizada no Laboratório de Economia Criativa durante o primeiro dia do Rolê REC’n’Play 2026, em Caruaru. A atividade discutiu como os jogos podem deixar de ser vistos apenas como entretenimento e se transformar em ferramentas capazes de ampliar as possibilidades de aprendizagem.

As facilitadoras do encontro, Vitória Riccelle e Maria Eduarda, fizeram uma reflexão sobre os espaços de conforto dos estudantes. Afinal, se os jogos estão entre os ambientes em que crianças e jovens mais gostam de estar, por que não transformá-los também em espaços de aprendizagem?

Durante a atividade, as facilitadoras destacaram que os jogos podem criar ambientes seguros e confortáveis para aprender, além de favorecer a imersão e tornar o processo educativo mais lúdico. Foram apresentados exemplos de ferramentas já conhecidas pelo público infantil e que também podem ser utilizadas com objetivos educacionais, como o Roblox Studio e o Minecraft Education.

A discussão também abordou um dos desafios presentes nas salas de aula: a dispersão da atenção dos estudantes. Nesse contexto, os jogos podem funcionar como aliados para estimular o interesse e o envolvimento com os conteúdos. A proposta, no entanto, não é simplesmente transformar toda atividade em um jogo.

Como foi destacado durante a mesa, gamificar, ou seja, utilizar elementos e dinâmicas característicos dos jogos, como desafios, recompensas, metas e progressão, em atividades que não são necessariamente jogos, não é suficiente por si só. É preciso haver propósito pedagógico e uma estratégia que conecte esses recursos ao objetivo de aprendizagem.

*Power BI aproxima análise de dados do cotidiano de empreendedores*

Dados podem se transformar em informações estratégicas quando são organizados e apresentados de forma clara. Foi com essa proposta que a oficina “Power BI Desktop: Análise de Dados com Software Microsoft” apresentou, durante o primeiro dia do Rolê REC’n’Play 2026, as possibilidades da ferramenta para análise e visualização de informações.

Conduzida por Carlos Marques Fernandes, a atividade teve caráter prático e demonstrou, passo a passo, o processo de construção de um dashboard utilizando o Power BI Desktop, da Microsoft. Durante a aula, os participantes conheceram os principais conceitos da ferramenta e acompanharam recursos que facilitam a organização e a interpretação dos dados.

Filtros, ferramentas de análise e diferentes formas de visualização foram apresentados ao longo da oficina, mostrando como os recursos podem ser utilizados para identificar tendências e facilitar a leitura de informações. A proposta foi aproximar os participantes de uma ferramenta que pode ser aplicada em diferentes contextos profissionais, especialmente na análise comercial.

Além de contribuir para a interpretação de dados, o Power BI foi apresentado como um recurso de suporte para empreendedores, ajudando na organização de informações e na tomada de decisões mais estratégicas a partir dos dados disponíveis.

*Quando o território vira pauta: Rolê REC’n’Play 2026 promove oficina de Mapa Afetivo*

Como transformar experiências pessoais em narrativas capazes de retratar a realidade de um território? Essa foi a proposta da oficina “Pautas que Nascem no Território: oficina de Mapa Afetivo”, realizada na manhã desta quinta-feira (13), na Arena Oficinas, durante o primeiro dia do Rolê REC’n’Play 2026.

Conduzida por Cesar Melo de Freitas Filho, representante da Énois, organização da sociedade civil que trabalha com comunicação a partir de territórios periféricos do Brasil, a atividade apresentou uma metodologia utilizada pela instituição em processos formativos com coletivos de comunicação. A proposta é utilizar memórias, relações, afetos, referências e experiências individuais como ponto de partida para a criação de pautas jornalísticas e outras narrativas.

Durante a oficina, os participantes foram convidados a olhar para os espaços que habitam a partir de suas próprias vivências. Segundo Cesar, o afeto é justamente o elemento que permite colocar a subjetividade no centro da construção das pautas, reconhecendo que cada pessoa se relaciona com o território de uma maneira particular e pode contar sua história a partir do próprio ponto de vista.

Na prática, o mapa afetivo funciona como um ponto de partida para transformar experiências individuais em conversas coletivas e em trabalhos que podem alcançar outras pessoas. A metodologia também estimula um olhar mais atento para as potências, os conflitos e as histórias presentes em cada território, mostrando que pautas jornalísticas, projetos culturais e outras iniciativas podem nascer daquilo que faz parte do cotidiano de quem vive nesses espaços.

*Oficina no Rolê REC’n’Play 2026 aborda segurança jurídica na produção publicitária*

A produção de uma campanha publicitária envolve muito mais do que criatividade. Antes de chegar ao público, é preciso analisar os diferentes elementos que compõem uma peça ou narrativa para identificar possíveis riscos jurídicos. Esse foi o foco da oficina “Do briefing à veiculação: clearance na produção publicitária”, realizada nesta quinta-feira (13), no espaço Conceito, durante o primeiro dia do Rolê REC’n’Play 2026.

Conduzida por Kleber Batista Lindoso, a atividade apresentou o clearance como uma etapa estratégica e preventiva da produção publicitária. A proposta é avaliar previamente os elementos presentes em campanhas, identificando possíveis conflitos relacionados ao uso de marcas, propriedades intelectuais, imagens, trilhas sonoras, fotografias, obras de terceiros e outros conteúdos protegidos.

De forma prática e acessível, a oficina mostrou como esse cuidado pode ajudar a reduzir riscos antes da veiculação de uma campanha. A análise também considera situações específicas, como a participação de crianças e adolescentes, que exigem atenção adicional em relação a direitos e autorizações.

O clearance também se mostra cada vez mais relevante para influenciadores e produtores de conteúdo, que utilizam as redes sociais como plataformas de mídia e estão constantemente incorporando diferentes elementos às suas produções. Nesse cenário, conhecer e avaliar previamente os direitos envolvidos é uma forma de minimizar riscos jurídicos.

Mais do que limitar a criatividade, a proposta apresentada durante a oficina reforçou que a análise preventiva pode oferecer mais segurança para agências, produtoras, anunciantes e profissionais criativos, permitindo que boas ideias cheguem ao público com maior tranquilidade.

*Tecnologia e inovação ganham espaço no Rolê REC’n’Play com soluções para desafios reais*

A tecnologia como ferramenta de transformação social foi o centro da mesa-redonda “Empreendedorismo e Inovação: tecnologias que transformam a água, o Semiárido e o comércio”, realizada nesta quinta-feira (13), durante o primeiro dia do Rolê REC’n’Play 2026. A atividade destacou como a formação prática pode transformar estudantes em protagonistas de soluções para suas comunidades.

Participaram da conversa Amanda Paraíso, Renilson Ramos, Tuyani Lira e Fabrizio Farias, que apresentaram experiências desenvolvidas a partir da aplicação de diferentes tecnologias para enfrentar desafios reais. Renilson Ramos apresentou o projeto desenvolvido em Gaibu, em Pernambuco, voltado à prevenção de inundações. A iniciativa utiliza dados geotécnicos para produzir informações que possam ser compreendidas pela população, aproximando conhecimento técnico das necessidades de quem vive no território e contribuindo para a prevenção de riscos.

Já Tuyani Lira compartilhou a experiência com tecnologia assistiva e destacou como a robótica pode ser utilizada como ferramenta de inclusão. A partir de recursos tecnológicos, o projeto busca criar novas possibilidades para a aprendizagem e ampliar o acesso de crianças autistas a processos de alfabetização.

*Oficina do Rolê REC’n’Play mostrou como a tecnologia pode ampliar a criatividade na moda*

Novas possibilidades para a criação de acessórios foram apresentadas na oficina “Fashion Futures Lab: Criatividade, Moda e Tecnologia: Pensamento Criativo”, realizada nesta quinta-feira (13), na Carreta Inovação, durante o primeiro dia do Rolê REC’n’Play 2026. A atividade propôs aos participantes uma experiência prática de criação de acessórios, mostrando como a tecnologia pôde ampliar as possibilidades do processo criativo.

Conduzida por Hitalo Raynnã, professor do eixo de Moda do Senac, a oficina apresentou aos participantes as diferentes etapas que antecederam a produção de um objeto, desde o surgimento da ideia até sua materialização. A proposta estimulou cada participante a desenvolver seu próprio projeto, utilizando a tecnologia como ferramenta para transformar a criatividade em uma peça concreta.

Durante a atividade, os participantes aprenderam a utilizar códigos e conheceram as possibilidades da impressão 3D na criação de acessórios. Colares, brincos, pulseiras, chaveiros, botões, fivelas e joias estiveram entre os objetos que puderam surgir a partir dos projetos desenvolvidos, sem limitar a criação a modelos predefinidos.

*No Rolê REC’n’Play 2026, participantes cocriam novas experiências de aprendizagem*

Ideias, tendências de mercado e necessidades de formação foram colocadas em prática durante o workshop “Cocriação de Experiências de Aprendizagem”, realizado nesta quinta-feira (13), durante o primeiro dia do Rolê REC’n’Play 2026. Promovida pelo CESAR, a atividade convidou os participantes a construir, de forma colaborativa, propostas de cursos de curta duração conectadas às demandas da região.

Conduzido por Fernanda Abreu, Danilo Galindo e Raísa Galindo, o workshop utilizou o Canvas de Design Educacional da CESAR School como ferramenta para transformar ideias em propostas estruturadas de formação. A dinâmica foi baseada em um processo totalmente colaborativo, no qual participantes e facilitadores trabalharam juntos desde a identificação de oportunidades até o desenvolvimento das soluções educacionais.

A atividade também apresentou o cenário atual de educação do CESAR e discutiu necessidades de formação em Caruaru e na região. A partir dessas reflexões, os participantes foram divididos em grupos e trabalharam em diferentes eixos temáticos, considerando tendências de negócios e as características do mercado local.

Ao final, as propostas foram apresentadas em formato de pitch, permitindo que cada grupo compartilhasse sua ideia de curso e recebesse feedback imediato do Squad de Portfólio do CESAR sobre a viabilidade das iniciativas. A experiência mostrou como a cocriação pode aproximar instituições, profissionais e comunidades na construção de soluções educacionais alinhadas às necessidades do território.

*Rolê REC’n’Play ensina participantes a criarem seus primeiros jogos*

Quem nunca desenvolveu um jogo também teve a oportunidade de colocar a criatividade em prática durante o workshop “Criando seu primeiro jogo”, realizado nesta quinta-feira (13), no Lab Gamer, durante o primeiro dia do Rolê REC’n’Play 2026. A atividade apresentou uma forma simples e acessível de entrar no universo do desenvolvimento de jogos, sem exigir conhecimentos prévios em programação.

Conduzido por Erick Simões, o workshop utilizou o Bitsy Tuxedo, uma versão aprimorada do editor de jogos Bitsy, customizada e otimizada pela CESAR School. A ferramenta é online, gratuita e leve, permitindo que os participantes criassem jogos narrativos e interativos a partir de recursos básicos.

Durante a atividade, foram apresentados os fundamentos para a construção de cenários, personagens, diálogos e interações. Depois da demonstração, os participantes puderam desenvolver suas próprias histórias e transformá-las em pequenos jogos digitais, colocando em prática os conhecimentos apresentados.

A proposta também mostrou que a criação de jogos pode ser acessível a diferentes públicos, incluindo crianças, jovens e adultos. Para utilizar a ferramenta, não era necessário ter experiência com programação ou desenvolvimento de games. Bastava saber ler e escrever e ter disposição para aprender e criar.

Ao final, os participantes puderam sair da oficina com seus próprios jogos produzidos. As criações podem ser executadas diretamente pelo navegador, inclusive em dispositivos móveis, ampliando as possibilidades de acesso e compartilhamento das experiências desenvolvidas durante o workshop.

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