A tradicional Família Vitalino, de Caruaru, foi reconhecida como um dos novos Patrimônios Vivos de Pernambuco. A decisão foi anunciada pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), que divulgou os dez homenageados da edição 2026 do registro.
O reconhecimento celebra o legado do mestre artesão Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino (1909–1963), responsável por transformar a arte em barro do Alto do Moura em um dos maiores símbolos da cultura popular brasileira.
Atualmente, o trabalho é mantido por seus descendentes, que preservam há mais de seis décadas a tradição da chamada “Escola Vitalina”. A família segue produzindo peças de barro na mesma oficina histórica, em Caruaru, mantendo técnicas tradicionais que passam pela extração da argila, modelagem, pintura e queima das esculturas.
Neste ano, o concurso bateu recorde de inscrições, com 205 candidaturas. Os dez novos Patrimônios Vivos receberão uma bolsa vitalícia e passarão a integrar ações voltadas à preservação e transmissão dos saberes culturais para as futuras gerações.
Além da Família Vitalino, também foram reconhecidos como Patrimônios Vivos de Pernambuco:
Família Vitalino (Caruaru)
Teco de Agamenon (Triunfo)
Terreiro de Mãe Amara (Recife)
Mestre João Paulo (Nazaré da Mata)
Barracão Mãe Nadja (Recife)
GRES Preto Velho (Olinda)
Maracatu Cruzeiro do Forte (Recife)
Mestra Di (Olinda)
Mestre Zé Negão (Camaragibe)
Juliana Pankararu (Jatobá)
Com a nova seleção, Pernambuco passa a contar com 125 Patrimônios Vivos oficialmente reconhecidos. A cerimônia de diplomação está marcada para o dia 17 de agosto, durante a abertura da 19ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural.









