Médico faz alerta sobre golpes com canetas emagrecedoras e riscos da automedicação

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O alerta emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre golpistas que utilizam indevidamente o nome da instituição para vender as chamadas “canetas emagrecedoras” reforça a necessidade de atenção redobrada por parte da população. A Agência esclareceu que não comercializa medicamentos e orienta os consumidores a desconfiarem de anúncios, links e perfis que utilizem seu nome para oferecer esses produtos.

Para o médico nutrólogo Dr. Diego Rodrigues, o problema vai muito além do prejuízo financeiro causado pelos golpes. Segundo ele, adquirir medicamentos de origem desconhecida ou iniciar um tratamento sem avaliação médica pode trazer consequências graves à saúde.

“Esses medicamentos trouxeram avanços importantes no tratamento da obesidade quando usados corretamente. Porém, o aumento da procura também abriu espaço para criminosos que exploram a vulnerabilidade das pessoas. O maior risco não é apenas perder dinheiro, mas colocar a própria vida em perigo ao utilizar um produto sem garantia de procedência ou até falsificado”, alerta Dr.Diego.

Medicamentos dessa classe exigem indicação adequada, definição da dose correta e acompanhamento clínico para monitorar possíveis efeitos adversos.

“Não existe tratamento seguro sem acompanhamento médico. Cada paciente possui um histórico de saúde diferente, com doenças associadas, medicamentos em uso e contraindicações que precisam ser avaliadas. A automedicação pode provocar complicações importantes e, em situações mais graves, os danos podem ser fatais”, afirma.

O médico reforça ainda que, os pacientes devem evitar adquirir canetas emagrecedoras por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens ou anúncios com preços muito abaixo do mercado.

“É fundamental verificar a procedência do medicamento e realizar o tratamento em clínicas médicas confiáveis, com profissionais habilitados. O paciente deve desconfiar de promessas milagrosas e de qualquer vendedor que dispense consulta médica. Saúde não pode ser tratada como produto de internet”, destaca o nutrólogo.

O tratamento da obesidade deve ser individualizado e baseado em evidências científicas. O medicamento é apenas uma ferramenta dentro de um plano terapêutico que inclui avaliação médica, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento contínuo. Quando alguém tenta encurtar esse caminho comprando medicamentos sem procedência, assume riscos sérios para a própria saúde.

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