Obesidade atinge cerca de 1 em cada 4 adultos brasileiros

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O dia 11 de outubro marca o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, data que chama atenção para uma doença crônica e multifatorial que vem crescendo no Brasil e no mundo.

Segundo dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, cerca de 25,7% dos adultos brasileiros vivem com obesidade. Quando considerados também os casos de sobrepeso, o percentual chega a 62,6% da população.

Mais do que uma questão estética, a obesidade é uma doença crônica e está associada ao aumento do risco de diversas outras condições de saúde. Seus fatores podem envolver genética, metabolismo, comportamento, alimentação, sedentarismo, sono e aspectos emocionais.

Para o médico Diego Rodrigues, nutrólogo especialista em emagrecimento e obesidade, reconhecer a obesidade como doença é fundamental para compreender a necessidade de um tratamento adequado.

“A obesidade não pode ser resumida à falta de força de vontade. É uma doença crônica, complexa e multifatorial. Por isso, o paciente precisa ser avaliado de forma individualizada e acompanhado de maneira contínua.”

A prevenção envolve hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e atenção à saúde emocional. Para quem já apresenta excesso de peso ou obesidade, o acompanhamento profissional é fundamental para identificar os fatores envolvidos e definir a estratégia mais adequada.

O tratamento pode envolver mudanças no estilo de vida, acompanhamento nutricional, atividade física, abordagem comportamental e, quando indicado, medicamentos ou procedimentos específicos.

“É importante entender que o tratamento da obesidade não termina quando a pessoa atinge o peso desejado. Por ser uma doença crônica, o cuidado é contínuo e, em muitos casos, precisa ser mantido por toda a vida. O objetivo é controlar a doença, preservar os resultados e melhorar a saúde e a qualidade de vida do paciente.”, explica Diego Rodrigues.

Neste 11 de outubro, a data reforça a importância da informação, da prevenção e do combate ao estigma relacionado à obesidade, além da necessidade de buscar orientação profissional para um tratamento seguro e individualizado.

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