O partido Unidade Popular (UP) confirmou, nesta terça-feira (21), a candidatura de Camila Falcão ao Governo de Pernambuco.
A escolha foi oficializada durante convenção estadual do partido na Fundação Cecosne, no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife.
“O nosso Brasil precisa tomar rumo. E o rumo não é do acordo com os ricos. O nosso país vive numa falsa democracia, onde a Unidade Popular não recebe o mesmo fundo partidário financeiro que esses partidos que estão aí e recebem milhões. E isso acontece porque a nossa democracia, além de ser frágil, é inacabada. E não é uma democracia porque os ricos estão no poder. […] Está na hora do povo trabalhador, do povo pobre, da mulher preta, da mulher operária, do homem operário, da dona de casa, da nossa juventude, tomar o seu partido”, afirmou a candidata durante o encontro.
A chapa será composta apenas por integrantes do partido e terá o militante sindical e dirigente partidário Marcelo Pessoa como candidato a vice-governador. Para as duas vagas no Senado, a UP lançou as candidaturas do diretor do sindicato da construção civil de Caruaru, Samuel Timóteo, e da economista e militante do Movimento de Mulheres Olga Benário, Gorett Bitu.
Candidata a governadora, Camila Falcão é vice-presidente estadual da Unidade Popular, partido que ajudou a fundar.
Natural de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, Camila Falcão é formada em história pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e atua como professora de educação popular.
Entrou na vida pública durante a graduação, quando se envolveu ativamente em mobilizações estudantis e, por duas vezes, foi eleita para a coordenação-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Odijas Carvalho de Souza, que representa os alunos da UFRPE.
Também foi presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) e se envolveu com a União da Juventude Rebelião (UJR), organização política estudantil que ajudou a formar a Unidade Popular. Além disso, é coordenadora do Movimento de Mulheres Olga Benário, grupo feminista e marxista que luta “contra a opressão patriarcal e pelo socialismo”.









